Tudo em mim quer me revelar

O mundo, eu, e o mundo em mim.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Paráfrase

Dias em que vivo e evito pensar demais. Porque mudanças são louvadas por quem vê de fora e até por mim. Nesses dias não me sobro. Falta espaço para mim em mim. E falam da Era de Aquários. A minha Era é agora. E me disseram que não há momento certo para o começo. Ou o fim. E volto a mim. Aceito o desafio e corro. Mas não nego o medo e o anseio.

E tenho lido pouco, porque ando marcando em brasa a minha história.


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sobre costumes estrangeiros e a rainha


Somos tão óbvios. A música que eu escuto fala de você. Deixei meu casaco aí. O tempo não está frio mesmo. Esse Sol. Dias de chuva têm mais a ver comigo. Pensei em estudar alemão. Sei lá. Vou cortar o cabelo hoje. A barba não. Essa é minha cara. E eu falo com a parede. Faz aquele bolo que essa dor passa. Você se sente parecida com ela assim. Aí passa. Não tô fazendo pouco caso. Eu sei de você. E sei o que você quer. E ela é só diferente. Eu acho. É um filme francês. E às vezes Almodóvar. Você sempre me fala em aceitar. E isso é nobre. Mas não sei se funciona. Por isso você fica desse jeito. Mas acho certo o que você faz. Não sofre mais não. A gente pode tomar um café. Quer ver o mar. I know a girl. She puts the color inside of my world. E não precisa ser forte o tempo todo.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Shuffle

Vi o meme lá no blog da Lores e resolvi responder também. Deveriam ser seis fatos aleatórios sobre mim, mas não gosto do número seis, então foram sete.

1. Eu não suporto atrasos. E tenho que exercitar minha tolerância, porque as pessoas não são pontuais, e isso é um fato aleatório sobre maiorias.

2. Escrevo trechos de músicas no meio dos meus textos e não ponho aspas ou referências. Até o nome do blog é parte de uma música.

3. Antes de entrar na faculdade, passei quatro anos no cursinho. Vou ser médica no fim do ano e ainda tenho dúvidas se escolhi certo.

4. Não uso salto alto, a menos que as convenções sociais exijam.

5. Tenho medo de não poder ter filhos.

6. Eu gosto de cozinhar. Não sou das mais prendadas, mas inventar coisas é comigo.

7. Sou de fazer planos. E queria acreditar em bola de cristal. Mas sei que a beleza da vida está também na sua imprevisibilidade.


Imagem de Azelle on deviantArt.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

You take a shower and I pick a wish


Você me beija e eu escuto Elis. Meu filme você não viu. Mas você até me entende. E eu estou distante. Eu sou assim. Peguei minhas coisas e fui ali. Me espera. Você sabe que eu volto. É que tem horas que eu não estou aqui mesmo. E não posso te dar meu endereço. Hoje eu não quero falar. Meu corpo entende o seu. Mas hoje não dá. Não quero me confundir. Hoje quero ser só eu. E por isso eu fui. É bom que seja assim. Amanhã.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Da série: missivas

C.,

Às vezes eu tenho medo de estragar tudo. Carrego essa sensação comigo e acho que você deveria saber. Pode ser infundado, mas eu sinto isso. Eu não gosto dessa minha impetuosidade e não sei de onde ela vem. Ou talvez saiba, mas gostaria de controlá-la. Tenho que aprender que dizer aquilo que se pensa nem sempre é necessário. Eu machuco as pessoas involuntariamente. Aquelas que mais amo. Palavras duras saem de mim para não me pertencerem mais e se perdem.

Você deve saber também o quanto amo meus filhos. E deve ter percebido o significado maior da família para mim. Não sei ouvir críticas sobre eles. É coisa de mãe, C.. Eu sei dos defeitos deles, mas eu posso falar. Só eu. Nesse ponto não pretendo mudar. Não admito mesmo que falem dos meus filhos. São minhas referências na vida e meus amores. Como você é também, C.. E não deixo que falem de você. Eu posso, os outros, não.

Eu tenho um passado que talvez você não goste, C.. E tenho filhos, como você bem sabe. Tenho tentado deixá-los crescer e cortar o cordão umbilical, mas você vê que ainda não cicatrizou totalmente, porque vínculo de mãe e filho é pra sempre. Mas devagar eles vão entendendo que cada um tem seu caminho a seguir, e eu, mesmo sendo mãe, também devo seguir o meu. Eu sei que filho a gente cria é pro mundo, e isso não é clichê, nem verdade barata. É o que é.

E eu continuo amando você, C.. Eu sonhava com um homem o qual eu pudesse admirar. E eu admiro você. E espero que para sempre.

Lovely,

F.
 
©2007 '' Por Elke di Barros